segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Viajando do Extremo Oeste catarinense para o litoral, passamos por Blumenau, Joinville e a ilha de São Francisco. Até aqui pouca novidade se não fossem 2 fatores interessantes: 1) Menos de 1 mês após as a enchentes de dezembro de 2008, as marcas da tragédia são poucas, mas existem. Na Vila Germânica - Blumenau nos chamaram a atenção as enormes filas dos atingidos tentando receber algum benefício. No mais foi notável o vazio constatado em Blumenau e em Joinville entre o natal até 5 janeiro 2009.


2) Viagem com o barco Príncipe de Joinville III -
No dia 4, fomos (grupo de13 pessoas) com o Barco Príncipe de Joinville III (capacidadde 350 pessoas) de Joinville até a ilha de São Francisco do Sul viajando por duas horas pela Baía da Babitonga (vista na foto ao lado). Caminhamos pela cidade antiga. Um trenzinho, com guia, nos levou pela cidade. Depois de 1:30 horas de visitação a viagem retornou. No barco teve show artístico bastante agradável. A passagem custa R$ 88,00 por pessoa.
Para nós oestinos, a viagem foi fantástica. Para conhecer São Francisco do Sul - histórica e portuária, o visitante deve reservar mais de 1 dia.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

planilhas eletr no blog - dificuldades

É difícil conseguir publicar num blog uma planilha eletrônica completa, incluindo formatações, comentários, gráficos, etc. Ao longo das etapas em preparação para a publicação no blog, o arquivo fica diferente, apresentando omissões e distorções. Para quem terá que entender a planilha pelo blog, obrigar-se-á a fazer deduções e procurar informações deslocadas ou omissas. Continuarei tentando achar procedimentos que melhorem os resultados. (OBS: Este comentário se deve ao interesse do meu blog em compartilhar atividades de matemática racionalmente informatizadas. As postagens estão saindo com muitas falhas.

Nem todas as planilhas que vc pode ver no Link PLANILHAS estão em publicações, mas constam no CD que acompanha o meu livro. Uma planilha é proposta para alunos da 4 a 7 séries (Se...Então) e a outra fala das velocidades dos alunos de uma 8ª série, incluindo estatística, ciências (movimento), tipos de variáveis, agrupamento de dados ,gráficos, médias e conversões de unidades de medida. Os gráficos e os comentários não apareceram ou aparecem após a planilha com enumeração entre colchetes e isto é um autoajuste feito pelo próprio Blogger. Originalmente os comentários estão em Caixas de Comentários, visíveis e aqui no blog, o espaço dos comentários fica em branco.

Curso sobre Introdução à Educação Digital

Em 18.12.2008 participei da 3ª etapa do curso Introdução à Educação Digital, no NTE de São Miguel do Oeste. Recebemos uma apostila (livro, melhor dizendo) acompanhado de CD complementar. O curso é promovido pelo MEC e executado pelos NTE - Núcleos Tecnológicos Educacionais espalhados pelo Brasil. São Miguel do oeste se localiza no Extremoeste de Santa Catarina.

O curso pretende mostrar aos professores o que pode ser explorado nos laboratórios de informática em favor do ensino. O curso se limita ao sistema operacional Linux (são apresentados os fundamentos dos programas do BrOffice.open: Writer, Calc e Impress) e prioriza os recursos da internet. Parece que a internet é o lado bom e forte do curso.

(Falando como professor de matemática) - Para a matemática, o curso tem pouco a oferecer. O último capítulo da apostila (e CD) mostra os fundamentos da planilha eletrônica do Calc - que seria de utilidade para a matemática. As sugestões são mínimas. Existem infinitas possibilidades somente no Calc ( e em muitos outros softwares acessíveis e disponíveis) que podem ser trabalhados pelos professores de matemática nas aulas do ensino básico. Convém dizer que o Excel (Office do sistema Window) é equivalente ao Calc em cerca de 90% (estimativa minha).

Para completar quero me referir novamente ao livro que compus oferecendo propostas de como tratar os conteúdos de matemática em sala de aula para que o computador possa ser incluído. O livro também privilegia modelagem matemática no ensino básico. O título do livro é Matemática Básica - Modelada e Informatizada, com CD complementar. Email rroquejungblut@yahoo.com.br

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

O pensador José Manuel Moran é especialista em projetos inovadores na educação presencial e a distância. Escreveu diversos livros sobre o assunto, matém um site na internet, além de um blog.

Quando Moran fala de inovação, ele pensa em metodologias, pensa na formação dos profissionais, pensa na clientela (estudantes) e, principalmente nas tecnologias (computadores, notebooks, celulares, blogs, flogs, ipodes) como recursos a serem utilizados nas atividades do ensino.

O meu comentário se restringe às propostas feitas pelo próprio Moran na questão por ele elaborada: Como utilizar as tecnologias na escola?

Ao ler os comentários, as recomendações, a relação dos recursos existentes na comunicação eletrônica aplicáveis e utilizáveis no ensino, a preocupação com o despreparo dos profissionais da educação com as novas tecnologias, etc ficam algumas evidências: 1º) Sabendo que os professores não dominam os dispositivos e os recursos computacionais, o que fazer para superar satisfatoriamente esta grande dificuldade? 2º) Como professor de matemática, percebo que esta disciplina está quase que “fora” dos recursos e benefícios da internet. O que o professor Moran apresenta e propõe não se aplica ou não levou em conta as especificidades dessa disciplina, principalmente em se tratando de ensino anterior ao universitário.

No entanto, é possível incluir o computador no ensino da matemática básica. As propostas existentes são poucas, salvo desconhecimento meu. Neste mesmo Blog você pode encontrar comentários maiores sobre esta questão.

Para os professores, os artigos do professor Moran são de alerta: o que existe e o que está por vir que deveria ser do conhecimento e do uso dos professores?

(seguem alguns recortes dos estudos do professor J.Manuel Moran)


Como utilizar as tecnologias na escola

http://www.eca.usp.br/prof/moran/utilizar.htm#_ftn5


O educador precisa aprender a equilibrar processos de organização Uma das dimensões fundamentais do ato de educar é ajudar a encontrar uma lógica dentro do caos de informaçõesCompreender é organizar, sistematizar, comparar, avaliar, contextualizar.Precisamos saber escolher aquilo que melhor atende ao aluno e o traz para uma contemporaneidade. É importante equilibrar organização e inovação; sistematização e superação.


Tecnologias para ajudar na pesquisa

A matéria prima da aprendizagem é a informação organizada, significativa: a informação transformada em conhecimento. As tecnologias nos ajudam a encontrar o que está consolidado e a organizar o que está confuso, caótico, disperso. Muitos se satisfazem com os primeiros resultados de uma pesquisa. Pensam que basta ler para compreender. Cada vez temos mais informação e não necessariamente mais conhecimento. Quanto mais fácil é achar o que queremos, mais tendemos a acomodar-nos na preguiça dos primeiros resultados, na leitura superficial de alguns tópicos, na dispersão das muitas janelas que abrimos simultaneamente.

Por isso é tão importante dominar ferramentas de busca da informação e saber interpretar o que se escolhe, adaptá-lo ao contexto pessoal e regional e situar cada informação dentro do universo de referências pessoais. Os professores podem ajudar os alunos incentivando-os a saber perguntar, a enfocar questões importantes, a ter critérios na escolha de sites, de avaliação de páginas, a comparar textos com visões diferentes.

A variedade de informações sobre qualquer assunto, num primeiro momento, fascina, mas, ao mesmo tempo, traz inúmeros novos problemas: O que pesquisar? O que vale a pena acessar? Como avaliar o que tem valor e o que deve ser descartado?. Essa facilidade costuma favorecer a preguiça do aluno, a busca do resultado pronto, fácil, imediato, chegando até à apropriação do texto do outro. Além da facilidade de “copiar e colar”, o aluno costuma ler só algumas frases mais importantes e algumas palavras selecionadas, dificilmente lê um texto completo.

É importante que alunos e professores levantem as principais questões relacionadas com a pesquisa: Qual é o objetivo da pesquisa e o nível de profundidade da pesquisa desejado? Quais são as “fontes confiáveis” para obter as informações? Como apresentar as informações pesquisadas e indicar as fontes de pesquisa nas referências bibliográficas? Como avaliar se a pesquisa foi realmente feita ou apenas copiada?Nilsen e Morkes propõem algumas características que uma página da WEB precisa apresentar para ser efetivamente lida e pesquisada: palavras-chave realçadas (links de hipertexto, tipo de fonte e cor funcionam como realce);

- sub-títulos pertinentes (e não "engraçadinhos");

- listas indexadas;

- uma informação por parágrafo (os usuários provavelmente pularão informações adicionais, caso não sejam atraídos pelas palavras iniciais de um parágrafo);

- estilo de pirâmide invertida, que principia pela conclusão;

Metade do número de palavras (ou menos) do que um texto convencional. A credibilidade é importante para os usuários da WEB, porque nem sempre se sabe quem está por trás das informações nem se a página pode ser digna de confiança. Pode-se aumentar a credibilidade através de gráficos de alta qualidade, de um texto correto e de links de hipertexto apropriados. É importante colocar links que conduzam a outros sites, que comprovem que há pesquisa por trás e que dêem sustentação para que os leitores possam checar as informações dadas.

Tecnologias para comunicação e publicação

Os alunos gostam de se comunicar pela Internet. As páginas de grupos na Internet permitem o envio de correio eletrônico e seu registro numa página WEB. Tem ferramentas de discussão on line (chat) e off-line (fórum). O chat ou outras formas de comunicação on-line são ferramentas muito apreciadas pelos alunos e bastante desvalorizadas pelos professores. Alega-se a dispersão (em geral, real)A escola, com as redes eletrônicas, abre-se para o mundoA escola sai do seu casulo, do seu mundinhoRecursos como o portfólio, em que os alunos organizam o que produzem e o colocam à disposição para consultas, é cada vez mais utilizado. Os blogs, fotologs e videologs são recursos muito interativos de publicação, com possibilidade de fácil atualização e de participação de terceiros. São páginas na Internet, fáceis de se desenvolver, e que permitem a participação de outras pessoas.



Os blogs, flogs (fotologs ou videologs) são utilizados mais pelos alunos do que pelos professores, principalmente como espaço de divulgação pessoal, de mostrar a identidade, onde se misturam narcisismo e exibicionismo. Blogs permitem a atualização constante da informação, pelo professor e pelos alunos, favorecem a construção de projetos e pesquisas individuais e em grupo, e a divulgação de trabalhos. Com a crescente utilização de imagens, sons e vídeos, os flogs têm tudo para explodir na educação e se integrarem com outras ferramentas tecnológicas de gestão pedagógicaOutro recurso popular na educação é a criação de arquivos digitais sonoros, programas de rádio na Internet ou PodCasts. (Através de um arquivo RSS os autores desses programas de rádio caseiros disponibilizam aos seus "ouvintes" possibilidade de ouvir ou baixar os novos "programas", utilizando softwares como o Ipodder é possível baixar os novos programas automaticamente, até mesmo sem precisar acessar o site do autor, podendo gravá-los depois em aparelhos de mp3, CDs ou DVDs e ouvir quando quiser).

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Como Incluir o computador nas suas aulas de matemática?

Praticamente toda a matemática dada em sala de aula, no ensino básico (fundamental e médio) pode ser tratada também no micro. Isso pode ser feito no BrOffice.org Calc - LINUX e/ou no Microsoft Office - Window. De imediato se oferecem duas alternativas de ancaminhamento e até de entendimento da questão: usar programas que fazem as atividades , segundo fórmulas prontas, vindas de "fábrica", bastando decorar a sintaxe, ou então, optar por programas ou procedimentos que privilegiam a construção do conhecimento. Somos muito favaráveis à segunda opção. Neste particular, o Excel da Microsoft e o Calc do Linux são especiais, embora sejam programas comerciais/contábeis. Nas escolas do Brasil, aos poucos, o sistema Linux está se generalizando, por isso, o Calc passará a ser o programa mais usado nas aulas de matemática e, em parte, na física básica. Existe muita diferença entre o Excel e o Calc? Nem tanto, mas são consideráveis. Atualmente convém estudar os 2 programas por comparação. Claro que ambos são inúteis para quem desconhece os dois.

Para oferecer opções, propostas de como incluir o computador no ensino-aprendizagem da matemática (e em grande parte na física), compus um livro no começo de 2006. pude editá-lo somente no começo de 2008. Editei um CD para atualizar as tecnologias, principalmente as novidades trazidas pelo Calc, do sistema Liunux Educacional. O CD inclui trabalhos dos alunos. Em Santa Catarina, as regionais de educação receberam material de divulgação deste livro, entitulado Matemática Básica - Modelada e Informatizada. Algumas regionais adquiriram livros para as suas escolas e para os seus professores de Matemática e Física e promoveram horas de estudo do livro entre professores e o autor. Também fiz adaptações para a inclusão da informática nas escolas das séries iniciais. Algumas prefeituras promoveram estudos entre o o autor e seus professores.

O que é possível dizer? Muita coisa. Em primeiro lugar percebe-se que os professores da área de matemática e física do ensino básico desconhecem quaisquer propostas de inclusão do micro nas suas aulas, exceto as que envolvem textos, como biografia do um matemático, cientista... Segundo: como se explica que propostas viáveis, praticáveis, exeqüíveis não chegam ao professor? Sabemos que muito se teoriza pelo país e pelo mundo, mas a prática é pobre. Nos cursos que dei, os professores revelam a enorme angústia diante do abismo existente entre o que se pode fazer e o que se tem condições de fazer. A infraestrutura (recursos tecnológicos) sempre foram motivo de desculpa, mas hoje isso está praticamente superado.

Em outro comentário farei a apresentação do livro, em mais detalhes.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Fotografia de número 10^¹¹¹+1.


Uma fotografia tem a impossível missão de se fazer notar dentre as 10^¹¹¹ (10 elevado na 111) que poluem todos os arquivos virtuais existentes nos nossos arredores. Desde que surgiu a máquina fotográfica digital, a fotografia se vulgarizou, pois se tira foto de fatos que não merecem foto e as fotos não são mais chamativas, mesmo quando os fatos mereceriam umas fotos. O notável virou banal. Sendo asim, a foto que eu eu quero mostrar é a de número (10^¹¹¹) + 1. As calculadoras não conseguem mostrar o número da posição desta foto porque calculam somente até 10^³6. O meu conselho para os mais insistentes e cdf é que apenas estipulem a posição e a importância desta fotografia dentro todas as fotos que existem. A foto é do dia 15 do 10 de 2008, no Águas Termais de São João do Oeste. Quem fez o clique eu não sei.

Matemática da sala de aula no micro.


Esta foto foi feita pela SDR de Palmitos - SC, dia 13 de agosto de 2008 e mostra um flagrante do curso de "inclusão do computador como uma ferramenta no ensino-aprendizagem da matemática". Os cursistas foram os professores de matemática e física desta SDR. Tive a satisfação de dirigir estes 2 dias de estudos, com base e motivação no livro (e CD complementar) "Matemática Básica - Modelada e Informatizada". Este livro foi editado em 2008 e oferece propostas de como levar os conteúdos de matemática dados em sala de aula, no ensino básico, para o computador. Parabéns para os dirigentes da SDR da Palmitos, especialmente à gerente Inês e à diretora do ensino Lisete. (Os professores da regional de Itapiranga também fizeram o mesmo curso). Os cursistas levaram atividades para casa e os que eu pude ver até agora (fins de outubro) ficaram muito bons. Esperamos poder complementar algumas horas de estudos o quanto antes. Na minha avaliação, os professores já podem expandir o uso dos recursos informatizados nas suas aulas de matemática e física, pois o mais importante é "pegar o jeito" de direcionar os assuntos na linguagem da máquina. Oportunamente farei mais exposições sobre o livro "Matemática Básica - Modelada e Informatizada". Por enquanto convém dizer que este livro tem a aprovação e o apoio (moral, apenas, é verdade) da Secretaria Estadual de Educação e as SDR receberam material de divulgação em abril de 2008. Aos poucos, as SDR estão providenciando possibilidades para que seus professores tenham acesso a esse material.